segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

~ Fenomenologia da bolha de sabão ~

Todo o não sentido que se sente
Uma bolha de sabão desmente.
A vida é boa e embola entre bolhas e mais bolhas que embalam, bolam e ESTOURAM!
pra poesis de mais bolhas em intervalosss
respiratóriossss
vitaissss
inssss
exxx
pira
AÇÃO!
Bolhas mais bolhas embalam embolam e estouram! bolhas ins bolhas ex balam bolam EX-TOURAM!
Só há bolhas onde são criadas,
Só há bolhas onde são crianças.
Bolhas contornam o infinito com uma película de justa tensão,
Até intensamente o infinito invadir a flutuação
e PLOC!
Bolhas bambas, bolhas bombas
A deriv-arrrr
Fluuuutu-ar
Escrach-ar
Nu
No ar
O reflexo de tudo o que as circunda
As cores únicas dos instantes em que existem
E dos movimentos que insistem
Em arrastá-las,
Levantá-las,
Matá-las.
O grande mistério das bolhas
Está na exata dose de água e sabão,
Assoprada com calculada distração.
Bolha de sabão é criação solitária que se lança ao mundo
E pode achar árvore, mar ou gente no caminho.
Há quem ria, quem assopre, quem destrua, quem se encante
E quem peça pra fazer bolhas também.
Bolhas ao infinito e além!
Ser bolha é ser instante
E explodir se encostar a estante.
Todo o não sentido que se sente
Surge numa bolha de sabão de repente.

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