sexta-feira, 30 de março de 2018

Escrevo pra me inscrever poesia, antes que vire azia, porque angústia quando emerge é  poesia em potencial.

Sublime ação da poesia que sublinha na ação, magia, camuflando querer em estética ideal

Que Platão já morreu nos sabemos e ousamos, não menos, do que burlar as leis da existência

Ao ressuscitá-lo no amor, torná-lo doce dor e só de ideias não vivas fazer a vida que se vive que se não vive que vida que se tem? Por que nao viver em vida o que se vive pra se viver pra além?

Pulsando entre o que se pode e o que se esta sendo e o que ser quer ser...

Há uma besta em mim que não me basta e que parece sumir quando viro palavra. Mas ela não foge, só se esconde e chacoalha a fala. Ela desliiza pela fala, com espinhos, lambidas, rosnados, texturas e tessituras que nem sei de onde vem. Modulo pra atacar mais tênue e não acabar por matar alguém.

Nesse mata-não-mata morro aos poucos entre os loucos que vivem no fogo cruzado fechando os olhos pra se salvar. Se correr vou ter que usar pernas e atrofio asas pra voar.

Diga, apenas diga, porque medo de dizer o que sente?! Medo de ficar nua,  de não ter mais o que dizer e calar crua razão demente .... que desmente... Nem tente me desabar! Porque se desabo não me caibo e acabo pela besta me devorar.

Diga, besta!, o que queres? Vamos acabar logo com isso!

Mas acabar com o quê?... se o abraço é eterno com nosso sumiço.

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