[...]“Eu sou Deus… e nao sei o que fazer com tanto poder, nao sei… sou Deus!” Não era dito em palavras assim,
mas em lágrimas que escorreram pelos olhos…. o prazer, o vazio…. E todas as partículas trabalhavam na
eterna repetição daquela cena absoluta, que se apresentava diante de si: imagem em sépia de um homem
deitado, enconstado numa árvore, meio chorando, meio cansado… e uma vitrola ao seu lado cantando
levemente:
~eu vi da minha nave
um instante de eternidade
nessa canção~
Havia acessado a memória central do jogo, que se repetia infinitamente.
“É bom lembrar, não é?” disse uma voz ao longe. Lembrar a beleza e angústia das nossas prisões.
Viver para sempre essa mesma cena.
Paradoxo da prisão de Deus em deslumbramento.
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